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Planetas Flutuantes: Uma Nova Classe de Objetos Espaciais
03/04/20243 min
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Planetas Flutuantes: Uma Nova Classe de Objetos Espaciais

Chamados inicialmente de planetas 'rebeldes', por desrespeitarem a “lei” de orbitar uma estrela como a maioria de seus colegas, esses planetas flutuantes (FFPs) acabaram por se constituir em uma nova classe de objetos espaciais. Embora alguns tenham se formado sozinhos, sem nunca ter encontrado uma estrela, a maioria deles foi ejetada, de alguma forma, de sistemas solares tradicionais.

Como ainda não há um consenso entre os cientistas sobre como essas populações nômades se formaram, o pesquisador Gavin Coleman, físico Queen Mary University de Londres, simulou planetas desonestos resultantes de interação planeta-planeta e aqueles oriundos de sistema estelares binários. O objetivo foi tentar diferenciá-los e também compreender melhor como surgiram.

Foram encontradas diferenças significativas entre planetas ejetados em interações planeta-planeta, e aqueles expelidos pelas estrelas binárias. A principal delas diz respeito à velocidade com a qual esses objetos foram ejetados, com planetas vindos de estrelas binárias se mostrando mais velozes. Isso foi comprovado em FFPs conhecidos em regiões próximas de formações estelares.

Em simulações que abrangeram 10 milhões de anos cada, Coleman descobriu que sistemas circumbinários (mediados por interações com estrelas binárias centrais) produzem FFPs de forma eficiente.

Nesses casos, as simulações mostraram uma ejeção entre dois a sete planetas em média, com massa superior à da Terra. No entanto, para planetas gigantes, com massa superior a 100 Terras, o número de ejetados cai para 0,6 planeta por sistema.

Mas o resultado mais importante diz respeito à dispersão de velocidade desses mundos nômades. Conforme as simulações, ela foi três vezes maior em FFPs ejetados por interações com estrelas binárias do que nas realiz.

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